Tratamento para portadores de Epilepsia associado a deficiência mental e ou a Déficits Neuropsicológicos Específicos.

  1. A deficiência intelectual e a epilepsia provavelmente se manterão ao longo da vida  e a farmacoterapia deve ser considerada apenas como parte de um plano de tratamento multidisciplinar ( terapia  comportamental, educação especial, treinamento de habilidades  sociais e sociais etc. )
  2. Deve-se realizar a análise do comportamento funcional, o manejo comportamental e as modificações ambientais antes de se considerar a farmacoterapia.
  3. Deve-se sempre tratar os sintomas cuja relevância justifique os riscos de eventos adversos.
  4. Preferencialmente deve-se obter o consentimento informado  e apropriado , com discussões  aprofundadas sobre a relação custo-benefício e alternativa de tratamento, que envolvem mais riscos ( ex: possibilidade de síndrome de Steven-Johnson para lamotrigina, complicações de tratamento cirúrgicos de epilepsia refratária .
  5. Os sintomas- alvos devem ser identificados para cada medicamento e a eficácia do tratamento deve ser rastreada regularmente, com resultados  objetivos (frequência , duração e gravidades dos sintomas e escala de classificação ).
  6. Começar com uma dose baixa e titule devagar, para minimizar os  eventos adversos e aumentar a tolerabilidade.
  7. Monitore os eventos adversos de forma ativa e  regular, sempre que possível utilize questionário e ou escalas.
  8. Minimize a polifarmácia para diminuir a interação  entre drogas  e medicamentos, eventos adversos e quebras na adesão ao tratamento .
  9. Lembre-se do seguinte auforisma: Use a mínima dose efetiva ou a máxima dose tolerada. Conforme  o papel do fármaco em questão, avalie a possibilidade de retirar alguns medicamentos, sendo individualizado para cada paciente.